sexta-feira, 29 de janeiro de 2010



FAROW AE GALERË RS


A questão é: e então, no que isso tudo "engrandece" as pessoas? Me lembro do tal personagem do Borges que deixa de existir assim que o autor pára de crer nele - é quase o que acontece aqui, quando a personagem deixa de valer a pena, que é o que está acontecendo.
Essa gente que não existe me cansa - e não é por não ser real. É a impossibilidade de aprender qualquer coisa dessas personagens, de tirar qualquer reflexão digna de tempo, diabos, é toda essa falta de humanidade que cansa.
Dizem que uma das qualidades do Kafka nas imagens estranhíssimas que ele cria é a de não explicar, de não reduzir a personagem a uma lição de moral: de não fechar com sua autoridade de autor as inúmeras possibilidades. Se o bom de Kafka são os infinitos caminhos humanos, cesso os textos aqui por não serem caminho algum.


4 comentários:

Anônimo disse...

Ninguém na terra
tem a coragem de ser aquele homem.

Paula disse...

eu confesso que eu sou muito burra pra entender esse post.
porem nao escrevo 'farow ae galere' ueheuhuehe.
bjos.

Meg / Bombs disse...

nossa, se eu pudesse ter escrito esse texto não faria nada diferente. e colocaria ele e nada mais na página fechada do meu blog

Camila da Mata disse...

"Você é um sujeito exemplar; nada diz de edificante, mas também não faz nada de errado. Seu cinismo não passa de pose."

Em "O retrato de Dorian Gray".